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Author name: Fernando Abrati

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Ouro e Prata conquista certificação internacional I-REC

A Viação Ouro e Prata acaba de alcançar uma das principais certificações internacionais de energia sustentável, a I-REC (International Renewable Energy Certificate). O certificado, reconhecido globalmente, comprova o uso de energia 100% renovável nas operações e garante a rastreabilidade da energia consumida, gerada a partir de fontes limpas como solar, eólica ou hídrica, fortalecendo as estratégias ESG da companhia. A certificação também contribui para auditorias, inventários de carbono e relatórios de sustentabilidade, além de reforçar a reputação institucional da transportadora junto a clientes, parceiros e investidores. “Mais do que transportar pessoas, seguimos investindo em um futuro mais responsável e consciente. O transporte conecta pessoas, histórias e destinos, mas também precisa estar conectado com práticas responsáveis“, destaca a empresa. Leia mais matérias na News/109:

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Novos terminais, nova experiência

A nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador abriu as portas em 20 de janeiro deste ano e, com ele, a capital baiana ganhou um equipamento que pouco lembra o modelo tradicional de rodoviária. Operado pela NTRS, empresa do Grupo Sinart, o terminal nasceu dentro de um Complexo Multimodal no bairro de Águas Claras, na capital baiana, e inclui conexão ao metrô, ao transporte coletivo urbano e à futura linha de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O projeto representou um investimento de mais de R$ 300 milhões. São 127.235 m² distribuídos em três pavimentos: desembarque no térreo, embarque no primeiro andar e bilheterias no nível superior. A lógica verticalizada eliminou o conflito de fluxos, que travava a antiga rodoviária na Avenida ACM. As viações agora contam com 41 plataformas para embarque e 24 para o desembarque. Para o público, além da nova estrutura, novos serviços foram disponibilizados, como estacionamento rotativo com 847 vagas, guarda-volumes 24 horas, serviço de banho, praça de alimentação, áreas comerciais, posto da PolíA cia Militar e uma unidade do SAC. O terminal também receberá, em breve, uma policlínica e uma academia de ginástica. Dois elevadores panorâmicos já estão em operação (um terceiro está em implantação) e as escadas rolantes facilitam o trânsito e dão acessibilidade. O projeto ainda busca as certificações EDGE Advanced e LEED Silver, com economia projetada de 41% de energia e 28% de água. “Mais do que uma rodoviária, o terminal foi pensado como um equipamento de mobilidade, experiência e serviços, que oferece um nível de conforto, integração e conveniência comparável aos grandes equipamentos do país”, explica Adevaldo Santos, gerente-geral do terminal. Nos primeiros quatro meses, o espaço registrou aumento de cerca de 25% no volume de embarcados em relação ao mesmo período de 2025. A Sinart chama o conceito de rodoshopping: um espaço de mobilidade, que serve também como praça de serviços, comércio e convivência para moradores e trabalhadores da região. O movimento tem eco imediato. No dia 14 de maio, a Rota Transportes inaugurou sua sala VIP na rodoviária. O espaço climatizado reúne poltronas, TVs, sanitários, espaço para coworking e água mineral. Para Paulo Carletto, diretor-executivo da empresa, a entrega está alinhada ao compromisso da Rota Transportes (que integra o Grupo Brasileiro, com 30 anos de atuação) de investir continuamente em segurança, conforto, sustentabilidade e inovação. Do outro lado do país, a Socicam, uma das grandes gestoras de terminais rodoviários, anuncia investimentos nos três maiores terminais de São Paulo – Tietê, Barra Funda e Jabaquara. A reforma inclui sanitários completamente renovados, integração intermodal com o metrô, elevadores e sistema viário com acessibilidade, novas escadas rolantes, nova fachada, estacionamento com carregadores para veículos elétricos e instalação de energia solar. Para Rodrigo Fernandes Toledo, diretor de Operações Rodoviárias da empresa, o movimento reflete uma mudança estrutural no setor. O executivo detalha os pilares que guiam essa transformação dos terminais em entrevista nas próximas páginas. Nos terminais paulistanos é rotina registrar um grande volume de pessoas, que chega ao espaço não para embarcar, mas para acessar lojas, praça de alimentação, sanitários ou o serviço de banho. “Esse comportamento nos trouxe uma leitura: na prática, os terminais já são espaços de convivência e serviços e nosso papel é estar à altura dessa demanda”, afirma Rodrigo. Só no Tietê, maior terminal latino-americano em movimentação, a Socicam já opera sete salas VIP e projeta expandir o modelo. A empresa administra outros terminais rodoviários no país levando o mesmo conceito de centros de serviços, além de um terminal em Puerto Montt, no Chile, empreendimentos aeroportuários e aquaviários no Brasil. Nesse cenário, terminais e transportadoras formam uma cadeia cada vez mais conectada e a modernização da infraestrutura deixa de ser tendência e passa a ser o caminho. Confira mais matérias na edição de junho da Revista ABRATI

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Férias de Julho: malas e rodas nas estradas brasileiras

Férias escolares é momento de arrumar as malas e ir para a praia, montanha, cidades históricas ou apenas uma pausa para visitar os parentes que moram em outro local. Isso aumenta a expectativa de um movimento intenso nas rodovias interestaduais brasileiras, apesar das crises e do endividamento das famílias brasileiras. Com base no comportamento histórico do setor, a expectativa para o transporte interestadual de passageiros em julho de 2026 é de aproximadamente 3,3 milhões de passageiros transportados, volume consistente com o padrão típico do mês. Esse número pode passar por algumas oscilações por conta da Copa do Mundo, mas nada que altere radicalmente as previsões para o período. “Julho é um mês tradicional de aquecimento em nosso movimento. Esperamos a manutenção dos patamares dos anos anteriores, apesar de todos os problemas externos, como endividamento das famílias e o aumento no preço dos combustíveis. Estamos otimistas e preparados para levar os brasileiros para onde desejarem”, declarou a diretora-geral da Abrati, Letícia Pineschi. Os destinos mais procurados nesse período de férias de meio de ano são o litoral do país, especialmente o Nordeste, além de cidades turísticas como Gramado (RS), Ouro Preto (MG) e Petrolina (PE). Serviço A Abrati aproveita para reforçar algumas informações importantes no período previsto de grandes deslocamentos pelas rodovias nacionais: 1 – Não compre passagens vendidas por ônibus não regulares, clandestinos e sem segurança. 2 – Verifique a procedência da empresa que está anunciando as passagens. Consulte sempre as especificações das empresas no site da ANTT (https://www.gov.br/antt/pt-br) ou da Abrati (https://abrati.org.br/) 3 – Compre passagens com antecedência para garantir bons lugares e até menores preços. 4 – No dia da viagem, chegue com antecedência ao local de embarque para evitar tumultos e riscos de perder a viagem. 5 – Viajando com crianças e menores de 18 anos leve os documentos e autorizações para a viagem. A mesma dica vale para as viagens com Pets.

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Abertas as inscrições para o Maiores & Melhores do Transporte 2026

A OTM Editora está com inscrições abertas para a 39ª edição do anuário Maiores do Transporte & Melhores do Transporte 2026. Há quase quatro décadas, o levantamento funciona como o principal termômetro de desempenho do setor. Figurar entre as mais de 1.200 empresas participantes se tornou, ao longo do tempo, uma referência de credibilidade e transparência para operadoras de todos os portes. Mais do que um ranking, o anuário é uma vitrine para o mercado. Empresas que divulgam seus números demonstram solidez e comprometimento com boas práticas de gestão, atributos cada vez mais valorizados por parceiros comerciais, investidores e pelo próprio setor. Em um momento em que o transporte rodoviário de passageiros atravessa um ciclo de modernização  com renovação de frotas, expansão digital e novos modelos de serviço, ter presença no Maiores & Melhores reforça o posicionamento da empresa nesse cenário de transformação. A participação é gratuita. Para concorrer, as empresas devem acessar www.otminteligencia.com.br, preencher o questionário e enviar o balanço consolidado sintético e a DRE de 2025 até 31 de julho de 2026. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail marcelofontana@otmeditora.com ou pelo telefone (11) 99280-2606. Leia mais matérias na News/108:

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Nota de Pesar: Falecimento de Cláudio Flor

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Cláudio Flor, profissional que marcou a história do transporte rodoviário de passageiros no Brasil. Ao longo de sua trajetória, Cláudio esteve à frente de empresas pioneiras do setor e participou ativamente das atividades da Abrati. Seu legado permanecerá como referência para empresários, gestores e profissionais que tiveram a oportunidade de conviver com ele. A Abrati solidariza-se com os familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto neste momento de despedida. Sua contribuição para o desenvolvimento do transporte rodoviário de passageiros e a alegria em conviver serão sempre lembrada e respeitada.

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A maioridade da responsabilidade: O que 18 anos de Lei Seca no Brasil nos ensina

Analisar a Lei Seca sob a ótica de dados e do seu impacto direto no setor de transportes rodoviários é um exercício fascinante de compliance e segurança pública. A Lei Seca (Lei no 11.705) acabou de atingir a sua maioridade. Ela completou exatos 18 anos ontem, embora tenha entrado em vigor em 19 de junho de 2008. Trata-se de um verdadeiro marco histórico na legislação brasileira. A legislação foi um divisor de águas na forma como a sociedade e as empresas encaram a segurança viária. Suas principais alterações incluíram: Tolerância Zero- O Brasil passou a ser um dos poucos países do mundo a adotar a tolerância zero para a presença de álcool no sangue do condutor. Penalidades Severas- Suspensão do direito de dirigir por 12 meses, retenção do veículo e multas pesadíssimas, que foram multiplicadas ao longo dos anos. Criminalização- Estabelecimento de níveis a partir dos quais a conduta deixa de ser apenas infração administrativa e passa a ser crime de trânsito. Diversificação de Provas- A partir de atualizações em 2012, a recusa ao bafômetro deixou de ser um escudo. A lei passou a aceitar vídeos, testemunhos e exames clínicos como prova de embriaguez, garantindo um enforcement muito mais rigoroso. Em uma abordagem guiada por dados sobre esses 18 anos observamos a comprovação da eficácia da lei: Levantamentos recentes de 2026 apontam uma queda nacional de 19,5%nas mortes no trânsito associadas ao álcool desde o início da década passada. (Agência Brasil e Correio Braziliense). Em estados com políticas de fiscalização contínua e intensiva, como o Rio de Janeiro, estudos indicam uma redução histórica de até 40% no número de acidentes e vítimas ao longo da vigência da lei. (Portal Oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro). O Impacto no Transporte Rodoviário de Passageiros Para a ABRATI, o impacto foi transformador. O transporte rodoviário regular, que já possuía diretrizes rígidas, encontrou na Lei Seca o respaldo legal perfeito para elevar o seu nível de responsabilidade, prestação de contas e mais um grande diferencial entra a operadora profissional e regular, quando comparado ao alternativo e clandestino. Primeiro, a tolerância zero blindou a operação das empresas. As viações passaram a adotar testes de bafômetro nas próprias garagens antes do início de cada viagem. Essa cultura de segurança em primeiro lugar eduziu drasticamente a sinistralidade envolvendo ônibus rodoviários por fator humano ligado ao álcool. Segundo, a Lei Seca atuou em sinergia com a posterior Lei do Motorista (que introduziu o exame toxicológico). Juntas, elas garantiram que o motorista profissional do transporte regular seja o condutor mais testado e monitorado do país. Por outro lado, estradas mais seguras com todos os condutores sob o crivo das blitzes garantem viagens mais tranquilas. Para o legislador e reguladores a confiança de que a sociedade tem um instrumento de proteção normativo que incentiva a escolha do transporte coletivo em detrimento de caronas e lotadas incertas também é um ponto extremamente positivo e um indicador de qualidade do trabalho bem feito. A eficácia da Lei Seca nas ruas é uma realidade, mas no transporte rodoviário a tolerância zero é o nosso ponto de partida, fazendo da viagem de ônibus a escolha estatisticamente mais segura do país. Leia aqui: https://diariodotransporte.com.br/2026/06/20/lei-seca-completa-18-anos-com-reducao-de-mortes-e-reforco-a-seguranca-nas-estradas/

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Entrevista: “Os terminais serão, cada vez mais, empreendimentos integrados de mobilidade, serviços, conveniência urbana e à altura da experiência para os nossos passageiros”

Rodrigo Fernandes Toledo é diretor de terminais rodoviários e urbanos da Socicam, empresa líder no segmento de infraestrutura de mobilidade do país com mais de 50 anos de atuação na gestão de terminais rodoviários no Brasil e que, desde 2009, também administra o terminal de Puerto Montt, no Chile. É formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Transporte Terrestre pela Universidad Politécnica de Madrid e especializações em gestão e operações. Na Socicam, lidera as iniciativas de modernização, eficiência operacional, integração modal e experiência do passageiro. Abrati – Como a Socicam enxerga a evolução dos terminais rodoviários nos últimos anos? Rodrigo Toledo – A experiência de mais de 50 anos da Socicam na gestão de terminais rodoviários nos permite identificar uma mudança significativa no perfil dos passageiros. Hoje, o cliente que opta pelo transporte rodoviário regular é mais exigente e valoriza, cada vez mais, conforto, praticidade, segurança e conveniência durante toda a sua jornada. Nesse cenário, a experiência do passageiro se tornou um dos principais direcionadores das operações realizadas pela Socicam no Brasil e também no Chile, onde atuamos no terminal rodoviário de Puerto Montt desde 2009. Os terminais rodoviários deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque. Assumem papel cada vez mais estratégico na organização da mobilidade urbana, na integração entre modais e na racionalização dos fluxos das cidades. São espaços de mobilidade, convivência e serviços, desde a facilidade de acesso via aplicativos de transporte, táxis e metrô, até a oferta de alimentação, tecnologia, conectividade e conforto no período de espera. Por isso, modernizar um terminal é, antes de tudo, acompanhar as novas demandas do público. Abrati – Quais serviços mais têm sido demandados pelos passageiros? Rodrigo – Os passageiros querem experiências de viagem mais confortáveis, práticas e integradas. Além da operação em si, o público valoriza serviços, conveniência, conectividade e ambientes mais acolhedores em toda a jornada. Isso faz com que os terminais concentrem uma oferta cada vez mais ampla de soluções. No Terminal Tietê, maior do Brasil, esse potencial é especialmente grande: são milhões de passageiros por ano, com uma capacidade enorme de integração de serviços e mobilidade que trabalhamos para aproveitar ao máximo. Abrati – Como os terminais vêm se tornando espaços de convivência além do embarque? Rodrigo – Nos três terminais de São Paulo, registramos diariamente um volume expressivo de clientes que chegam sem intenção de embarcar, apenas para usar lojas, alimentação, sanitários, serviço de banho. Esse comportamento nos trouxe uma leitura importante: os terminais já são, na prática, espaços de convivência e serviços, e nosso papel é estar à altura dessa demanda. A partir dessa percepção, ampliamos estrategicamente a gama de ofertas. Um exemplo concreto são as salas VIP, que traduzem com precisão o novo perfil do passageiro do transporte rodoviário. Só no Tietê, temos sete salas VIP distribuídas pelo terminal, combinando atendimento personalizado e comodidade. E já desenvolvemos projetos para levar esses espaços a Barra Funda e Jabaquara. Os terminais modernos precisam atender não só quem viaja, mas a dinâmica urbana da região onde estão inseridos. Abrati – O que já pode ser compartilhado sobre os projetos de revitalização? Rodrigo –Estamos em fase de finalização de um projeto robusto e transformador, que contempla todas essas frentes para os Terminais Rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara.No próximo ano, esses empreendimentos passarão por uma grande revitalização, uma iniciativa que redefine o conceito de experiência do passageiro no transporte rodoviário. Para os Terminais Tietê e Jabaquara, estamos falando de um investimento voltados à reforma, modernização e requalificação completa. Entre os destaques, podemos antecipar melhorias significativas em acessibilidade, novas instalações e construções, incluindo sanitários completamente reformados, integração intermodal com o Metrô, ações estratégicas para incentivar o uso do transporte coletivo rodoviário e um conjunto expressivo de medidas de sustentabilidade. Já no Terminal Rodoviário Barra Funda, importante equipamento que operamos com orgulho desde 1990, trata-se de uma modernização completa, com intervenções na infraestrutura do sistema viário, reforma dos sanitários, implantação de elevadores para pessoas com deficiência e escadas rolantes, entre outras melhorias que reforçam nosso compromisso com a qualidade e a inclusão. São projetos que refletem a visão da SOCICAM de elevar continuamente o padrão de infraestrutura e experiência oferecido à população. Abrati – Existe uma nova geração de terminais rodoviários em desenvolvimento no Brasil? Rodrigo – Sim, existe. O conceito de “rodoviária” como mero local de embarque e desembarque está sendo substituído por hubs de integração urbana e centros de conveniência. Os terminais serão cada vez menos estruturas isoladas de transporte e, cada vez mais, empreendimentos integrados de mobilidade, serviços, conveniência urbana e à altura da experiência para os nossos passageiros.Impulsionados por novas concessões à iniciativa privada e pela mudança no perfil do passageiro que hoje exige a mesma fluidez dos aplicativos de transporte, os novos projetos no país se estruturam sobre pilares como digitalização e inteligência operacional, sustentabilidade e práticas ESG, integração multimodal e ampliação de serviços.Mais do que espaços de embarque, os terminais passam a ter papel relevante na dinâmica urbana das cidades. São espaços que atendem à comunidade, promovem integração, serviços, ações culturais e iniciativas sociais. Nos próximos anos, veremos os terminais rodoviários assumindo papel cada vez mais estratégico dentro das cidades. Fundamentais para a mobilidade nacional, mas agora aliados a conceitos de inovação, hospitalidade, eficiência e experiência do usuário em um padrão muito mais contemporâneo. Abrati  – O que essas reformas devem trazer de concreto para os passageiros? Rodrigo – Os nossos projetos estão orientados pelas expectativas atuais dos clientes, com foco em elevar o padrão de experiência em toda a jornada, da chegada ao terminal até o início da viagem. As reformas nos Terminais Tietê, Barra Funda e Jabaquara traduzem esse compromisso: novos espaços, infraestrutura modernizada, mais acessibilidade, integração intermodal e ambientes pensados para o bem-estar do passageiro. Queremos que cada cliente perceba, na prática, que os terminais evoluíram e que essa evolução foi feita para ele. Abrati – Quais pilares têm guiado os projetos de renovação da Socicam? Rodrigo – O objetivo central é fazer com que os terminais sejam ambientes

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Alta temporada na estrada: como o setor se prepara para as férias de Julho

Demanda aquecida e alta das tarifas aéreas reforçam a expectativa para um dos períodos de maior procura por viagens no Brasil O mês de julho ocupa um lugar especial no calendário do transporte rodoviário de passageiros. Com as férias escolares movimentando famílias de norte a sul do país, o período representa uma oportunidade concreta de ampliação de mercado e fidelização de clientes. Para 2026, as associadas à Abrati já se organizam para atender a uma demanda acima da média, com planejamento iniciado meses antes do embarque do primeiro passageiro. O Grupo JCA, que reúne marcas como Cometa, Catarinense e Autoviação 1001, projeta crescimento de cerca de 8% na demanda em relação a julho de 2025. São Paulo segue como principal polo de origem e destino, com as rotas São Paulo–Belo Horizonte, São Paulo–Rio de Janeiro, São Paulo–Curitiba e Florianópolis–São Paulo entre as mais procuradas, além de Foz do Iguaçu–Rio de Janeiro e Cabo Frio–São Paulo. Na Gontijo, embora as vendas para o período ainda não estivessem abertas na data de fechamento desta edição, as projeções se baseiam no comportamento histórico das férias escolares. As rotas de maior movimento conectam os grandes centros do Sudeste – São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte — ao Nordeste, além do forte fluxo intermunicipal dentro de Minas Gerais. Para a Viação Águia Branca, a expectativa é de demanda cerca de 30% acima de um mês regular. Os destinos de maior movimento são o Sul da Bahia, Salvador e Rio de Janeiro, com crescimento também no Vale do Aço e Curitiba. Thiago Juffo, diretor de Negócios da empresa, destaca que o aquecimento começa antes: “A partir do dia 20 de junho, as linhas já começam a ter um impacto importante na procura, com aumento próximo de 30% em relação a períodos normais por conta dos festejos juninos, especialmente na Bahia, Sergipe e Pernambuco.” Reforço de frota, equipes e planejamento O denominador comum entre as três empresas é o planejamento antecipado que envolve todas as áreas da operação. O Grupo JCA distribui horários extras estrategicamente, intensifica a manutenção preventiva e revisa escalas de motoristas sem comprometer os períodos de descanso. A Gontijo adota abordagem semelhante. “O principal desafio é gerenciar fatores externos imprevisíveis, como o tráfego intenso e as condições das rodovias na alta temporada. Para mitigar isso, utilizamos tecnologia de monitoramento em tempo real da frota e logística rigorosa de escalas. O foco é manter a segurança em primeiro lugar, sem comprometer a qualidade do serviço”, explica Fernanda Gontijo, gestora comercial da empresa. Na Águia Branca, que opera com mais de 700 veículos, Thiago Juffo reforça que a chave está na previsibilidade: “Quanto melhor conseguimos antecipar o comportamento da demanda, melhor planejamos frota, horários, equipes e atendimento.” Tarifas aéreas elevadas favorecem o rodoviário Com preços mais elevados, uma parcela crescente de passageiros tem revisado suas opções, especialmente em rotas de curta e média distância. O Grupo JCA nota a chegada de passageiros que antes priorizavam o avião e que passam a valorizar conforto, conectividade a bordo e programas de fidelidade. A Gontijo percebe o mesmo: o serviço de Leito torna-se altamente competitivo para um público exigente, que prioriza custo-benefício, segurança e pontualidade. A disputa por esse passageiro começa antes das férias. As três empresas investem em campanhas nos canais digitais — redes sociais, apps, site e WhatsApp —, com incentivo à compra antecipada e vantagens dos programas de fidelidade. Thiago Juffo, finaliza: “o investimento é estratégico pois o passageiro quer resolver a compra de forma simples, rápida e segura, e com vantagem econômica se comprar e planejar antes.” Mesmo com todo o preparo, variáveis como tráfego intenso e concentração de embarques nos terminais exigem resiliência em tempo real. Mas é justamente nesse cenário de alta pressão que o transporte rodoviário regular mostra sua força: capilaridade, frequência e confiabilidade que nenhum outro modal consegue oferecer na mesma escala. Julho não é só um desafio operacional. É uma vitrine. E as associadas à Abrati chegam prontas para aproveitá-la. Confira mais matérias na edição de junho da Revista ABRATI

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