Nota de Pesar
A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) manifesta profundo pesar pelo falecimento do empresário José Augusto Pinheiro, aos 93 anos, ocorrido nesta quarta-feira (18/03), em Brasília. Pioneiro do transporte rodoviário de passageiros no Brasil, teve papel fundamental no desenvolvimento do setor e na trajetória da Real Expresso, deixando um legado importante para a mobilidade no país. Neste momento de dor, a Abrati expressa sua solidariedade aos familiares e amigos.
Abrati participa do 2º Fórum de Segurança Viária da PRF em Brasília
A diretora-geral da Abrati, Letícia Pineschi, participou, no dia 25 de fevereiro, do 2º Fórum de Segurança Viária promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizado no auditório da Sede Nacional da instituição, em Brasília/DF. O evento reuniu representantes dos principais atores do setor de transportes e órgãos de trânsito, com o objetivo de alinhar estratégias às metas do PNATRANS e da Segunda Década de Ações para a Segurança Viária da ONU, reforçando o compromisso com a redução da sinistralidade e a preservação de vidas nas rodovias brasileiras. Letícia integrou a mesa de debates do Painel 02 – Transporte Coletivo de Passageiros, que abordou a temática “Análise de Sinistralidade, Boas Práticas e Fator Humano”. O painel foi mediado pelo coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida Moraes, e promoveu um debate técnico sobre os desafios e responsabilidades do transporte coletivo, setor essencial para a mobilidade e integração nacional. Durante sua participação, a diretora-geral da Abrati destacou a importância do fortalecimento das ações integradas de fiscalização, educação para o trânsito e qualificação permanente dos operadores do transporte rodoviário de passageiros, especialmente diante do impacto social e da alta severidade que sinistros envolvendo ônibus podem ocasionar. A presença da entidade no Fórum reforça o papel institucional da Abrati na construção de políticas públicas voltadas à segurança viária e no diálogo permanente com as autoridades responsáveis pela fiscalização e regulação do setor.
Após Carnaval mais letal da década, Abrati alerta para risco que transportes clandestinos levam para as rodovias
Foto Divulgação/Redes Sociais Com 130 mortes nas rodovias federais, o Carnaval de 2026 foi o mais letal da década e evidenciou a atuação transportes irregulares em períodos de grande fluxo. O Carnaval de 2026 terminou com 130 mortes nas rodovias federais, sendo apontado como o mais letal da última década. O dado, amplamente repercutido pela imprensa nacional, escancarou como períodos de grande deslocamento ampliam a exposição ao risco, em especialmente quando há atuação de transporte irregular. Em momentos de alta demanda, como o Carnaval, operadores clandestinos intensificam a oferta de viagens, sejam elas em ônibus, caronas remuneradas, taxis e ônibus piratas, em sua ampla maioria em veículos sem manutenção adequada, motoristas não habilitados ao transporte de passageiros e sem qualquer controle de jornada. “Não podemos normalizar que a sensibilidade do passageiro a preço valha o imenso risco que essas práticas sem qualquer fiscalização levam para as rodovias brasileiras. O transporte clandestino coloca vidas em risco de quem sequer optou por essa modalidade de serviço e fragiliza todo o sistema regular de transportes de passageiros” afirma Letícia Pineschi, diretora-geral da Abrati. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, o esforço de fiscalização, com 4,6 milhões de veículos fiscalizados, 5,4 milhões de pessoas abordadas e 3,5 milhões de testes de alcoolemia realizados ao longo do período, não foram suficientes para evitar as mortes registradas. No acumulado de 2025, foram registrados 72.483 sinistros, com 6.044 mortes e 83.483 feridos nas rodovias federais. “O transporte clandestino não é apenas uma irregularidade administrativa, é um fator concreto de risco nas estradas brasileiras. No Carnaval, vimos como a combinação de alta demanda e operação irregular pode resultar em tragédias. Enquanto empresas autorizadas operam com alto investimento em tecnologia embarcada para segurança da operação, controle de jornada, monitoramento em tempo real e câmeras de fadiga, o modelo clandestino elimina quaisquer desses pilares para reduzir custos”, completou. Acidentes graves e padrão recorrente Há uma enorme dificuldade de se identificar e classificar um acidente com transporte irregular, pois os registros não investigam se os condutores de veículos de passeio eram ou não remunerados pela atividade no momento do acidente ou se aquele ônibus ou van tinha autorização para o transporte regular ou turístico. E mesmo existindo a autorização para turismo ou fretamento, se ele estava realizando serviços com essas características ou se linha irregular. Fato é que entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, levantamento com base em registros públicos identificou mais de 10 grandes acidentes com transporte comprovadamente irregulares, que resultaram em mais de 100 mortos e centenas de feridos. “A oferta livre e pública de caronas remuneradas e ônibus pirata, seja através do aliciamento online ou no entorno das rodoviárias, envolve o cidadão sensível a preço que não tem clareza dos riscos envolvidos. É fundamental que haja uma atuação firme das autoridades na oferta, além da conscientização da população”, disse a diretora.




